sábado, 27 de fevereiro de 2010

DIÁRIO DE BORDO - Pensando alguma coisa dos dias que passaram...






Falo tanto ou melhor converso tanto com pessoas que atendo, me enriqueço tanto das suas histórias que é maravilhoso e chego mesmo a pensar que tenho a melhor de todas as profissões.
A sensação é boa demais de conhecer o que pensam e como pensam as pessoas diante das suas experiências, das suas dúvidas, dos seus medos e coragens sem limites. E concluo que nós humanos nos atemos demais as nossas deficiências, ao invés de valorizarmos e prestarmos  atenção nas nossas mais profundas conquistas durante o nosso caminho.
Somos injustos e crueis, porque ficamos presos aos nossos pseudos fracassos ou melhor nas coisas que deixamos de conquistar ou que pensamos que deixamos de conquistar.
Nas coisas que desejamos mas que no fundo não fizemos tanta questão assim, porque desistimos com facilidade, enfim... infinitas coisas que foram... são passado... estão esquecidas, arquivadas ... que poderiamos com certeza deixá-los em cantos que não acessamos mesmo, por não ter nenhuma importância momentânea... 
Carregamos fardos, pesos pesados...inutilmente!!!
Pensar nas nossas desistências é deixar de ver o nosso presente... o melhor de todos os tempos... o aqui e o agora!!!




Tomei muita consciência disso outro dia quando fui a cidade. 
Voltando entrei no trem do metrô com o mesmo comportamente/atitude de alguns meses atrás, ou seja, usando o condicionamento e a confiança em que as coisas não mudam... lendo meu livro ... de repente acordei... voltei para o presente felizmente e levei um pancadão!!! O trem estava na superficie... caramba!!! O que aconteceu? Gente foi uma sensação indescritível, porque foi um misto de terror, de insegurança, de consciência da negligência terrível com o presente, com estar onde estou... para não ser surpreendida com acontecimentos ditos "inesperados"... o inesperado é exatamente isso... essa nossa falta de cuidado e atenção enquanto fazemos qualquer coisa. 
O meu cérebro foi lindo como sempre!!!
Ai de mim que não fosse ele me convidar a tirar os olhos do livro e prestar atenção no que estava acontecendo!!! Iria conhecer a PAVUNA sem ter me programado para isso.
Foi uma experiência?
Sim, uma simples experiência que poderia ser e ter consequências muito sérias.
Ainda estou processando esse comportamento, essa falta de atenção, esse des-ligamento do que acontece fora de mim enquanto me desloco, enquanto ando pelo mundo.
"DANGER" total!!!

 
Por todas as razões... claro que não sou esse ser humano impecável ainda, como quero um dia ser... mas senti-me um ser perigoso e nocivo a mim mesma.
Adoro fazer tudo com muita consciência, atenta, acordada, desperta... presente.
Faço esse exercício diáriamente a todo momento.
Depois desse acontecimento fiquei ainda mais criteriosa, esperta!!!
Sei que podemos funcionar muito melhor assim, que podemos ter uma existência muito melhor quando cuidamos da nossa atenção em relação a nós e a tudo que nos cerca.
Nem sempre é possível porque estamos cercados de pessoas cada uma com seus interesses e necessidades, mas nunca podemos desistir de criar um ambiente pacifico, confortável, cheio de alegria ao nosso redor!
Mas tenho procurado sem cansar colocar em prática esse jeito gostoso de viver.
A bendita leveza, a maravilhosa existência recheada de acontecimentos e escolhas feitas com consciência e grande delicadeza.
ACREDITO NISSO!!!
 

Por isso procuro ter com minhas pacientes e com todas as pessoas enfim, relacionamentos mais profundos e integrados, para trocarmos nossas preciosas experiências, bem como fomentarmos um universo bom, simples, alegre e equilibrado...
Fazer bons acordos em usar nosso cérebro para nos localizarmos sempre da melhor maneira.
É sempre bom nos comunicarmos e nos tratarmos com muito carinho e atenção.
Nosso corpo,
Nossa mente,
Nosso espírito...
AGRADECEM!!!

Livia Leão

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