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DIÁRIO DE BORDO - Minha viagem diária...


E eu bem queria poder dizer coisas agradáveis, otimistas, possíveis... mas parece que o momento é de ficar quietinha e em silêncio para ver no que vai dar e onde vai dar!!!
O momento cosmológico, intimo e pessoal parece ser mesmo de ficar sem nada pra fazer e com nada para fazer porque o que tem por perto é doença, carência, pessoas perdidas em si mesmas, fuga da realidade, conversas fiadas sem fim e um cansaço desgastante nascido da indulgência de quem pensa que pensa a vida e nada sabe sobre o que acontece circunstancialmente.
Nada pode ser feito e se dito parece ser praga, macumba, pessimismo... e o prognóstico é ruim!!!
 Como ser diferente?
Para mudarmos qualquer coisa é preciso que reconheçamos que há necessidade, que há para ser feito qualquer coisa que seja pensada com consciência.
E quando nos encontramos em situações de pressão, de atenção, de alerta... ainda que não queiramos ou mesmo pensamos que não estamos querendo, envolvidos... precisamos acordar para os acontecimentos ao redor... e a energia que ronda pode ser de grande utilidade para que aconteça a mudança.
Dentro de nós sempre há força antagônica... perto de nós há sempre situação que exige cuidado e atenção para que saibamos discernir o que é da gente, para a gente e dos outros e para os outros e que não temos o direito de interferir...
O silêncio junto ao cuidado pode ser de grande valia.
Pensamos sempre na vida como sendo algo que se pode controlar, conduzir, ver, sentir, decidir... e  pode até ser que seja em alguns momentos e situações, mas quando estamos nos referindo aos outros, as convivências e vivencias em comum nada pode ser feito porque o universo do outro é algo impenetrável.
O outro não quer saber se interfere no seu por ignorância ou falta de elegância... considera mesmo de qualquer maneira que tem direito a invasões descaradas, interferências incabíveis, enfim... pra base de uma loucura!!!
E eu aqui, dentro de mim... enlouquecidamente querendo apenas a mim mesma... buscante de soluções para a minha existência, para as minhas questões não resolvidas... para a construção da minha própria existência que insistem em complicar... que as energias contaminadas por eu deixar, interferem de maneira deselegante em meu campo unificado, em minha caminhada sem grandes pretensões.
Quero apenas o simples... só o simples. Me contento com um pequeno momento em que fique assim... sem nada para dizer e fazer com alguém ou ninguém...
E não me importo mesmo, quanto há para ser feito, porque eu quero é ficar a pensar e sentir que  posso praticar as minhas convicções de que vale a pena fazer escolhas, que não há quem possa invadir minha existência sabotando minha felicidade, meus quereres!!!
Meus quereres são meus... meu tempo é meu por direito.
Pensar que qualquer pessoa vai deixar de viver sua vida para pensar na minha?
Claro que não... e é saudável que não... todos precisam bancar suas escolhas e seguir seus caminhos pelo mundo que escolheu passear.
E a paisagem que os outros escolhem para as suas vidas não podem ser as minhas.
Os olhos com que olham suas vidas e o mundo que escolhem viver e construir para si mesmo... não são os meus e jamais poderão ser...
E esse desconforto que acontece o tempo todo enquanto se vive é algo que se faz difícil mesmo.
 Que é complicadíssimo mesmo... ouve-se inúmeras besteiras, escuta-se estupidez o tempo todo de pessoas sem reflexão, sem cuidado... confusos transeuntes, confusos seres egoístas e pobres de atenção!!!
Com muito boa vontade podemos dizer que somos burros demais efetivamente e afetivamente!!!
Só nos resta assumir... e não sumir!!!

Obs; Postagem repousando em rascunho. Publiquei agora porque preciso dizer de como mudamos!!! Bom isso!!! ... 

Fiquem bem
Cuidem-se bem

Livia Leão



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