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DIÁRIO DE BORDO - Para o bonde que eu quero descer...




De repente me pego mais desencantada do que o normal.
 Vejo pessoas inteligentes e presentes em um espaço social e de penetração falando de coisas que me entristecem e me fazem sentir e pensar a VIDA como algo que não vale a pena.
 Com a nítida sensação de que estamos totalmente desamparados, abandonados !!!
As meninas que fazem o programa "SAIA JUSTA", maravilhosas mulheres pensantes, falantes, manifestantes de todos os assuntos, abordaram um assunto que é uma feia realidade e um beco que parece sem saída.
A abertura do programa desta semana foi linda, emocionante, consciente, cheia de verdades que nos envergonham.
Linda por que?
Porque fala de algo profundo que está manifestado no mundo de maneira enexorável!!!
O ABANDONO!!!
E todos os abandonos começam desde a hora em que nascemos... temos que ser cedo demais, donos de nosso destino.
Temos que nos destinar a nos conhecer, a amadurecer precosemente.
Cuidar de nós mesmos de maneira instintiva, usar todo nosso arsenal de conhecimento armasenado em nossa consciência e memória ancestral.
Claro que tudo tem seu lado positivo e um porque.
 Faz parte daquele desejo e programação feita antes de chegar por aqui.
Por objetivarmos crescer e evoluir, estamos sempre experienciando coisas que nos fazem alcançar o que queremos em um nível que pode ser e é na maioria das vêzes "inconsciente".
Podemos escolher a reflexão, podemos escolher o poder inexorável de um deus que toma conta de tudo e por ser muita coisa, algumas muitas ficam assim, causando a sensação de que estão abandonadas por todos os "pais"; podemos nos alienar de tudo e de todos, podemos fugir, podemos abraçar todas as causas e coisas, podemos enfim, nos comportar como nos convier. Acreditando no que melhor nos fizer sentir em relação a qualquer assunto, manifestação e movimento da vida...
Dos seres humanos, dos animais, da natureza das plantas, das montanhas, dos mais diversos aspectos da VIDA manifesta.
O desafio de estar "encarnada" ou seja de ter carnes para administrar, as vêzes me deixa confusa, perdida...
 Desde criança que penso e penso e penso e nunca chego a nenhum lugar porque é redondo.
Concluir os questionamentos do berço ao caixão acredito ser o nosso maior desafio enquanto seres identificados com CPFs e RGs e muita coisa para cuidar, na maioria das vêzes "carregar".
Como um fardo.
Eu sou feliz por vocação, mas não tenho uma boa impressão do mundo manifesto.
Fico sim, muito estranha quando começo a pensar... e o meu pensamento holístico me deixa assim... difícil de ser leve.
E eu quero.
Ah! Se quero...
 Poder transitar pelo mundo sem sentir as coisas que sinto.
Viva a dialética...
A impermanência...
O movimento!!!
Que tudo vai transformando
tirando do lugar e
mudando...
os aspectos, as formas, o sentido!!!
A expansão e o recolhimento.
O nascimento e o "morrimento"...

de tudo que conseguimos alcançar!!!



Livia Leão

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