quinta-feira, 15 de abril de 2010

DIÁRIO DE BORDO - Questão de Fé!!!




Eis aqui uma coisa complicada para nossa excessiva humanidade... pensamos porque fomos condicionadas assim que os milagres acontecem e aí  adquirimos um pouco desta "fé"!!! ...  mas quando na verdade se pararmos para pensar, sentir, ver, constatar a nossa fé é que faz com que os "milagres" aconteçam.
E por aí vai!!!
Existem algumas coisas que considero difíceis na nossa prática, nas nossas experièncias "carnais", nas nossas aventuras pelo mundo físico, quântico, mecânico, dinâmico... confiar, acreditar, assegurar... ter fé.
Passeamos durante anos pelas ruas e cidades, pelas coisas enfim que o Homem constroi... assistimos a mudanças diárias, percebemos todo crescimento e alcance em âmbitos inimagináveis, mas a dúvida nos persegue, estamos sempre ou quase sempre duvidando, querendo e precisando de provas das coisas que não conseguimos alcançar, daquilo que "queremos" sim acreditar mas não conseguimos.
Fechamos os olhos como crianças quando não querem assistir a cenas de perigo ou violência... para pensar que esse é o caminho da busca das coisas que consideramos impossíveis de serem "credibilizadas" em nosso cérebro, em nossa ótica, em nossa consciência.
Precisamos de provas, muitas provas... assistir fisicamente falando, tocar materialmente falando... usar se possível todos os nossos sentidos para acreditar, para ter fé...
É angustiante para nossa alma, espírito, consciência e desgastante para o nosso corpo que adoece para dar conta de que não está querendo dar conta de questões simples demais, que podem ficar em âmbitos que nos facilitam, que nos possibilitam, mas que não são do físico, que não podem ser "vistos" com os olhos da matéria.
CONFIAR,
ACREDITAR,
TER FÉ...
Esperar... ter certeza de que todas as respostas e todas as nossas necessidades e curiosidades serão satisfeitas,  preenchidas e supridas é um exercício difícil para a nossa humanidade demasiada.
A pré-ocupação é com certeza o que nos impede de ter uma existência leve e ser um ser humano confiante. 
Correr atrás do próprio rabo tem sido um fator impossibilitador de zilhões de pessoas que foram domesticadas ao invés de educadas.
Zilhões de seres humanos que aderiram a Ivan Pavlov (sem saber, claro!) e des-consideram Roberto Freire, Huberto Rhoden... e outros muitos outros educadores voltados para o Humano.
Esse negócio de separar é que faz na gente uma enorme confusão,.
Sempre penso que separar só é bacana para estudar, mas para viver, precisamos aprender a confiar em tudo que vamos armasenando ao longo do tempo e colocando em prática para facilitar a rotina, os dias... tudo enfim.
E confiar, sim... confiar no nosso cérebro, na nossa alma, na nossa consciência... no Universo, nas energias de tudo que há no físico e no metafísico.
Em nós e fora de nós... andar por aí com a certeza de estamos protegidos, de que nosso cérebro está alerta, todos nossos sistemas nervoso; simpático e parassimpático darão conta de nós, de que nossa alma nos protege e guia, de que nossa consciência irá nos conduzir a lindas escolhas baseadas nas informações e na formação que recebemos e acolhemos de maneira delicada e elegante que nos possibilita e nos facilita.
Saber que existe de tudo e que somos nós quem escolhemos instante a instante o que vamos experienciar e colocar em nossas vidas fazendo uso do que for melhor para nós neste momento.
O que vamos dizer, o que vamos adquirir, o que vamos usufruir, o que vamos compartilhar tudo enfim, é de nossa inteira responsabilidade e livre arbítrio.
Nos anistiarmos disso é ser infantil e imaturo. É querermos que troquem nossas fraldas durante cem anos se existirmos por aqui esse tempo... que coloquem comidinha nas nossas bocas, que alimentem nosso cérebro sem fazer uso de seu infinito potencial e alcance.
Por isso precisamos ao longo do tempo inventar entidades extra-física e metafísica para sentar no colo e alí ficar, destinando a vida e todas as nossas existências para o nosso des-conforto, claro!
Porque nos sobra quase nada daquilo que podemos em atração através do desejo, do querer e da construção do que queremos nos tornar como presente para a Natureza, o Universo; para a Eternidade e o Tempo, que não pára e que nós como ele precisamos estar atentos, despertos... ACORDADOS!!!
Se estamos aqui, manifestados é porque somos parte importante... se tivermos consciência desta importância nos colocaremos bem melhor, nos posicionaremos confortavelmente diante das "coisas" e das oportunidades que atrairemos, confiaremos em nós, apostaremos em nós, asseguraremos por nós e faremos da nossa existência um lindo milagre instante a instante, a cada respiração (inspirar e expirar!!!).
Porque é o sopro vital que nos mantém durante o tempo cronológico que temos um corpo biológico para nutrir, alimentar, conduzir, crescer, evoluir, amadurecer, apreender, criar, manifestar, cuidar... e tudo isso tem de ser feito por nós, com nosso potencial infinito e responsabilidade igual.
Podemos sim fazer de conta que tudo isso não é nosso compromisso, mas temos que saber também que quando deixamos nossas tarefas escolhidas por nós para outrem tomar conta ou dar conta pagamos um preço... é a lei máxima do Universo.
Que não é boa nem ruim é justa...
Todos os "abacaxis" que colhemos fomos nós quem plantamos, todas as "flores" que colhemos também...
No oráculo de Delfos tem escrito algo parecido com isso... "Conhece a ti mesmo e conhecerás a deus", isso quer dizer que tudo está em nós, dentro de nós e que ao entrarmos em contato com essa verdade e nela acreditarmos, depositarmos nossa confiança tudo alcançaremos.
Essa fé que vai até a segunda letra de uma página de um livro de um sem número de páginas traduz nossa total ignorância de nós mesmos e da VIDA.
A ausência do silêncio que nos permite chegar nos mais profundos reconditos de nós mesmos faz com que nos percamos cada vez mais daquilo que insistimos em encontrar fora de nós inutilmente.
Ter uma fé "piloto automático", sem reflexão ou uma fé movida a momentos de desespero, problemas e des-esperança não é fé.
Olhar para o céu e recorrer a ele quando não sabe o que fazer, não é fé...
Fé é realmente saber, confiar e estar segura de que em qualquer circunstância, a qualquer momento, em qualquer situação seja ela de alegria, realização, tristeza ou sentimento de perda, qualquer situação mesmo... estamos apenas experienciando um momento, um aprendizado que faz parte de uma energia maior e consciência infinita, uma orquestração perfeita, uma rede maravilhosa que somos nós e tudo que há...
assim em baixo como em cima...
dentro e fora...
no micro e no macrocosmo!!!
Que assim seja, assim é...
Fiquem bem e
cuidem-se!!!
Sintam-se bem...

Livia Leão






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