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DIÁRIO DE BORDO - A tal da FELICIDADE!!!





                                                                                                                     
Tão simples e tão carregada de exigências, criadas para justamente impossibilitar.
E vem de novo aquela tal jogada daqueles que detém a informação e aqueles que de maneira egoísta se encarregam de disseminar todas as máximas que fazem de nós Homens seres escravos de muitas coisas que não necessitamos, que colocamos em patamares em nossas existências que não poderiam estar... mas que é conveniente, porque como já diziam os antigos “o mundo é dos espertos”...
Os cientistas têm nos dito que precisamos produzir substâncias através  de  nossas glândulas e órgãos (cérebro, pineal, hipotálamo, hipófise, supra-renal, tireóide, timo, ovários etc...) para termos um corpo em equilíbrio e pensamentos otimistas, leves, para vivermos de igual maneira. Por sermos um laboratório físico-químico precisamos cuidar com consciência e seriedade, condições emocionais através da alimentação em todos os âmbitos que produzam felicidade e bem-estar; a felicidade pode ser cultivada através de mudanças de comportamento e entendimento do que acontece fora de nós.
Depende da compreensão genuína da polaridade, de que tudo tem seu par de opostos, que tudo que é real tem dois lados e que ambos são necessários.
Porque ela (a felicidade) só existe dentro de nós sem dúvida alguma.
Justamente quando deixamos de ser criança e somos coagidos a perder a inocência e a leveza é que começamos a entrar na ciranda dos enganos de comportamentos e escolhas... as crianças brincam, se desligam do que acontece ao seu redor... olham para quem está perto com cara de poucos amigos e não dão importância, deixam ali mesmo... depois os adultos vão usando de chantagem e inserindo-nos nesse contexto desagradável; daqueles que escolhem ser amargos, biliosos por depauperarem a energia do fígado com bebidas, drogas, gorduras insalubres; depauperam a energia dos rins com os medos impostos pelo meio ambiente e inabilidade dos seus familiares e parentes... temperamentos enfim, que tornam impossível qualquer sensação e porque não dizer "sintoma" de felicidade, com a felicidade.
Não adianta dizer que tem a ver com dinheiro, com uma vida sem “problemas”... claro que não!!!  As coisas acontecem exatamente na proporção em que estamos equilibrados físico-quimicamente falando... o nosso olhar para tudo que acontece fora de nós muda quando estamos atentos ao que nos patrocina felicidade, sentimentos de bem estar, aí sim, encontramos saída para tudo com uma fluidez invejável!!!
Os desafios existem para serem encarados... um dos primeiros sintomas de que não estamos bem quimicamente falando é nos acovardarmos diante das situações e também fazermos escolhas impensadas... assumirmos coisas dispensáveis, nos sobre-carregarmos na ilusão de que iremos nos sentir útil ou mesmo de que “a vida é assim mesmo”.
Não é!!! A vida é maravilhosa, ela nos oferece de tudo, nós é que precisamos ser escolhedores conscientes, nós é que precisamos aprender a nos conhecer, saber até onde podemos e queremos ir em relação a qualquer coisa. Seja em estudos, em trabalhos, em cuidados com os outros, em tarefas do dia-a-dia... nós é que precisamos dizer não para o que não nos deixa bem, para as coisas que nos tiram do sério, para os sufocos que os outros escolhem para suas vidas e vamos tomando conhecimento e abraçando como se fossem nossos... ARMADILHA!!! De quem não quer se ver..
Despertar é fundamental... nos interessarmos por nós mesmos, para o que acontece dentro de nós é que é felicidade porque a partir daí podemos amar melhor tudo que colocarmos em nossas vidas.
Nossa doação para o que acontece e está fora de nós será mais justa e verdadeira.
Saberemos quando nos encontrarmos em um espaço carregado de “lamúrias”, de pessoas com seus laboratórios físico-químicos impregnados de medicação ou drogas, nos retirar, quem sabe até nos imunizar. Assistir a tudo como um real expectador é sem dúvida uma boa escolha, difícil mas a melhor de todas.
Eu por exemplo quando estou com qualquer coisa que não seja “bacana” costumo me isolar, preciso esperar que passe, entender de onde vem e porque estou sentindo determinada coisa.
Examino, penso, analiso, decodifico e aí então sigo em frente.
Me distâncio, fico em silêncio sem nenhum problema. E nunca é com alguém, ou melhor, por causa de alguém ou contra alguém, sempre a meu favor.
Depositarmos nossa felicidade nas mãos de alguém é cruel porque ninguém sabe o que nos faz feliz o que nos deixa feliz, assim como nós não sabemos do outro. Ainda que falemos, desenhemos... podemos até escrever, etc, etc, etc... o outro não alcança mesmo.
Considero uma tirania nossa esperarmos que qualquer pessoa em qualquer tempo nos patrocine felicidade... nós só podemos ser felizes se tivermos consciência de nós mesmos, se formos atentos ao que acontece dentro de nós, quais os ecos que estão sendo feitos em nosso interior em relação aos nossos pensamentos, às nossas reflexões, à tudo que estamos deixando penetrar em nosso universo íntimo e pessoal.
Não é a comida, o doce, o sexo, o dinheiro, os conhecidos, o status, o poder, nada... é a gente mesmo.
O nosso movimento interno, o movimento em respeito ao que acontece em nós, conosco profundamente que nos faz feliz, que nos patrocina felicidade.
O acúmulo de coisas e tarefas e corridas atrás do próprio rabo não é o que torna nossa existência agradável, prazerosa, linda, justa... é o olhar o nosso olhar para dentro de nós mesmos o tempo todo. Onde estou, com quem estou, o que essas coisas e pessoas significam para mim verdadeiramente?
Simples... quero ir mesmo a esse lugar, quero realmente estar com essas pessoas, é com isso que quero ocupar meu tempo? Do que estou vivendo, o que estou oferecendo para o meu corpo? Esses modelos de relacionamentos me satisfazem? (isso seja com quem for; marido, namorado, amante, irmãos, etc...). Se abrirmos concessões estamos condenados a ficar refém das situações dês-agradáveis até que a morte nos separe!!! É a treva!!!
A solidão é uma circunstância maravilhosamente necessária para a reflexão.
Sem ficarmos sós nos tornamos seres “ator-doados”. Fica difícil nos identificarmos, nos encontrarmos em meio a tantas coisas para administrar. Fica difícil qualificarmos qualquer coisa quando estamos “assoberbados”. Dentro do nosso corpo precisa que aconteça o equilíbrio dos líquidos e das substâncias que nos sustentam, ou melhor, que proporcionam homeostase, a dinâmica do yin e do yang, a felicidade de todos os neurotransmissores e peptídeos produzidos e secretados em quantidades que patrocinem bem-estar físico, mental e espiritual... Acendendo todas as “lamparinas” no nosso cérebro... e nos tornando felizes... seres humanos possíveis e passíveis de FELICIDADE!!!


Livia Leão






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